Um coletivo de três, um movimento de muitos.

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* Parklet das águas, circulação de instalação aquática pelas ruas de São Paulo, ocupando as águas que jorram de nascente e lençol freático e promovendo o encontro/reflexão.
* Parque Aquático Móvel (2016-17), realizando cachoeiras no asfalto com água de nascente e rebaixamento de lençol freático em São Paulo, na Pompeia, Vila Anglo e Parque Augusta. Com Flavio Barollo e Wellington Tibério.
* intervenções urbanas nas Travessas do Córrego Água Preta (2016-17), tais como “Lago de concreto” (com peixes em saída de lençol freático) e “Poço do Rio Água Preta” (abertura de respiro do rio soterrado na travessa Roque Adóglio), “Banheiro (não) Público”, “TV Secura”. Ocupação artística com André Arem, Fábia Karklin, Felipe Julian, Flavio Barollo, Luiz Moreira e Wellington Tibério.
* vídeo e performance Piscina Regan no Deserto, realizada na represa do Sistema Cantareira (2015), rua 25 de março (Segunda da Performance do Palacete Carmelita 2015), Largo da Batata (festival Perfor6 2015 da Brasil Performance), Vale do Anhangabaú (Festival SP na Rua 2016), passando ainda por festivais internacionais como PerFoArtNet 2016 (Bogotá, Colômbia); Stoff - Stockholm Fringe Festival 2016 (Estocolmo, Suécia); East Side Gallery 2016 (Berlim, Alemanha).
* videoperformance Mergulho no Rio Tietê (2015), realizando dois mergulhos no quinto rio mais poluído do mundo, o Rio Tieté, em São Paulo.
* exposição audiovisual, musical e fotográfico de “Vidas Secas SP” (2015), projeto contemplado pelo Edital do ProAC de Artes Integradas 2014, com Karen Menatti, Zimbher e Rogério Tarifa, realizando expedições pelas represas secas de São Paulo (Coletivo S.E.C.A.)
* experimento cênico musical Tribororo, com músicas de Zimbher, poesias de Karen Menatti e video e instalações/traquitanas de Flavio Barollo (Coletivo S.E.C.A.)
* documentário transmídia livecinema #BrasilDeTijolo (2015), a partir da turnê da Cia. do Tijolo pelo Brasil, levando a obra do poeta cearense Patativa do Assaré.
* documentário (se)cura humana (2015), a partir do mergulho videográfico sobre a crise hídrica em São Paulo.

(se)cura humana é um movimento de guerrilhas artísticas urbanas e aquáticas, formado por Flavio Barollo (videoartista e performer), Wellington Tibério (geógrafo e doutorando pela USP) e Jeferson Rogério (biólogo e construtor ambiental).


A partir de um ativismo ambiental, o trabalho do coletivo (se)cura humana se materializa em ações diretas no espaço urbano, tendo o elemento água como seu mote principal. Utilizamos múltiplas linguagens em nosso trabalho, tais como: instalações/esculturas urbanas, audiovisual (documentário e videoperformance), performance/happening e música.


Refletindo a secura do humano em diversos níveis, ativando novas (ou velhas) formas de lida da sociedade com o meio, atritando conceitos e padrões e provocando um olhar questionador sobre o modo de vida urbano que desenvolvemos ao longo das últimas décadas, o (se)cura humana visa dar materialidade a sonhos e utopias relacionadas à forma como nos relacionamos com o elemento água no espaço urbano.
 

Seja pela construção de lagos no meio do concreto, instalação de parques aquáticos com piscinas nas calçadas ou ativação de bicas com água de nascente que se perdem na cidade, o coletivo realiza ações que friccionam o sentido positivista-desenvolvimentista de cidade, coloca em questão o que é “legal” e “ilegal”, ativa memórias de uma cidade que se foi e aponta para uma outra cidade que virá.

Obras recentes:
* Rio Paralelo Tamanduateí, obra artística de despoluição de 2 mil litros de água do Rio Tamanduateí no trecho do Mercado Municipal e Parque Dom Pedro II, com parceria de Leo Tannous (ÁguaV) e Jefferson Rogério (Ramsil), pelo Sesc Parque Dom Pedro II para a exposição Jardinalidades, curadoria de Gabi Leirias e Faetuza Tirzah (2019).
* Parque Aquático Móvel e Lago Móvel na 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, no Sesc Parque Dom Pedro.
* Fonte da Travessa: Nova bica da Travessa Roque Adoglio, com transposição de águas limpas que antes caíam na sarjeta.
* Rio Paralelo: construção de um novo leito de rio, sobre o Córrego do Água Preta canalizado, utilizando água de lençol freático que é jogada fora por condomínios. Com Flavio Barollo, Wellignton Tibério, Luiz Eduardo Moreira e Fábia Karklin.
* Artista de Reuso, instalação performática, apresentado no Centro da Terra (a convite de Alexandre D’Angeli), Instituto Tomie Othake (Lucas Bambozzi e Fernando Velasquez) e Galeria Temporária (Fernanda Papa de Boer).