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Um coletivo de poucos,
um movimento de muitos.

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Mini bio @securahumana


O (se)cura humana é uma plataforma multidisciplinar de arte e ativismo socioambiental, fundada em 2015 por Flavio Barollo e Wellington Tibério, com um núcleo expandido de artistas parceiros e parceiras em suas ações. Tendo a água e os rios de São Paulo como ponto de partida, o coletivo desenvolve trabalhos que tensionam a lógica desenvolvimentista da cidade e ensaiam utopias materializadas no presente. Hoje, sua pesquisa se expande para as causas do colapso climático, a partir de uma perspectiva de futuros pós-capitalistas e do Bem Viver.
Atua em performances, happenings, música, instalações urbanas e cinema, em obras como Mergulhos, Corpo-Árvore, Parque Aquático Móvel, Piscina do Fim do Mundo, Lago da Travessa, Torneira do Água Preta e os filmes Deserto SP e Conexão Água. A residência Cidades Utópicas para um Futuro Ancestral articula ocupação urbana, pedagogia e fabulações com inteligência artificial.
Seus ensaios críticos foram publicados na Revista Redobra, da UFBA, na plataforma La Escuela, da Venezuela, e no projeto Poéticas de las (T)tierras, da Rede Sur Brasil-México. Convidado pela ONU para participar da COP30, em Belém, o coletivo também integrou o Festival Internacional de Cinema do Meio Ambiente Suncine, em Barcelona, e a mostra Onde há fumaça: Arte e Emergência Climática, no Museu do Ipiranga. Mantém ainda o Ponto de Cultura Ocupação Travessa, na zona oeste de São Paulo, como laboratório de pesquisa, criação e ação comunitária.

 

Currículo (se)cura humana
 

O (se)cura humana é uma plataforma multidisciplinar de arte e ativismo socioambiental, sediada em São Paulo e fundada em 2015 por Flavio Barollo, videoartista e performer, e Wellington Tibério, geógrafo e músico. Sua atuação se expande por meio de um núcleo colaborativo de artistas, ambientalistas e pesquisadores, entre eles Jeferson Rogério, bioconstrutor, e Odacy Oliveira, performer, além de outras parceiras e parceiros.
 

O coletivo fez da água e dos rios de São Paulo o fio condutor inicial de uma produção que tensiona a lógica desenvolvimentista da cidade e convoca formas de existência inspiradas na construção concreta de utopias praticadas nas frestas do presente. Hoje, sua pesquisa investiga as causas do colapso climático, atravessando temas como devastação florestal, crimes da mineração, racismo ambiental e mudanças climáticas provocadas pela ação humana, a partir de uma perspectiva de futuros pós-capitalistas e do Bem Viver.


Suas criações percorrem múltiplas linguagens: performances como Mergulhos, Banhista de Rios Urbanos, Piscina do Fim do Mundo, Corpo-Árvore e O Legado da Insurgência; ações-happening como Parque Aquático Móvel; trabalhos musicais como o show (se)cura com água; instalações e esculturas urbanas como Rio Paralelo Tamanduateí, Lago da Travessa e Torneira do Água Preta; e filmes documentais como Deserto SP e Conexão Água. Em 2024, o coletivo realizou a residência artística Cidades Utópicas para um Futuro Ancestral, articulando ocupação urbana, práticas pedagógicas e fabulações com inteligência artificial, processo que resultou no filme homônimo.


A prática artística é acompanhada por uma produção teórica que fundamenta e amplia suas ações. Entre seus textos estão “Reinventar a cidade: ações artísticas para uma cidade (im)possível”, publicado na revista Redobra, da UFBA; “Ejercicios colectivos de reinvención de las formas de vivir el espacio público”, publicado pela plataforma La Escuela, da Venezuela; e “Águas Insurgentes: artivismo pós-capitalista”, integrante do projeto Poéticas de las (T)tierras, da Rede Sur Brasil-México, publicado em 2025 e voltado às relações entre arte, territórios e ecologias latino-americanas.


Em 2025, o coletivo foi convidado a integrar a Zona Azul da COP30, em Belém, como parte de uma delegação vinculada à UNFCCC, da Organização das Nações Unidas. Também participou do Festival Internacional de Cinema do Meio Ambiente Suncine, em Barcelona, e da exposição Onde há fumaça: Arte e Emergência Climática, no Museu do Ipiranga.


Na zona oeste de São Paulo, mantém sua atuação comunitária no Ponto de Cultura Ocupação Travessa, território que experimenta e encarna sua pesquisa como laboratório de arte, convivência, regeneração urbana e ação prototipal de uma nova cidade possível.


Em agosto de 2025, a convite da Fundação SOS Mata Atlântica, realizou diante do Theatro Municipal de São Paulo a intervenção artística O Legado da Insurgência, em mobilização contra o chamado PL da Devastação.

Histórico resumido:

• 2015 – fundação e primeira ação pública. performances aquáticas. Estreia de Mergulho no Rio Tietê (2015) e Parque Aquático Móvel (2015-23);

• 2017 – ocupação (se)cura na Travessa Roque Adóglio, construção de um lago com água de nascente. criação e circulação de Piscina do Fim do Mundo (2017-23).

• 2018 –ocupação (se)cura na Travessa Roque Adóglio, construção de uma torneira pública com água de nascente.

• 2019 – instalação Rio Paralelo Tamanduateí (2019), articulando arte, educação ambiental e ocupação de espaços públicos com a coleta e tratamento do rio transformando em lago límpido.

• 2020-2023 – expansão audiovisual. Produção dos documentários Deserto SP (2023), Conexão Água (2024) e Cidades Utópicas em um Futuro Ancestral (2025).

• 2023 – estreia da performance-instalação Corpo-Árvore (2023), com grande circulação.

• 2024 – pesquisa sobre regeneração de mundos, com a Residência Artística "Cidades Utópicas em um Futuro Ancestral".

• 2024 – Lançamento de Conexão Água (curta metragem premiado no Festival Internacional de Cine del Medio Ambiente – SUNCINE, Barcelona). Participação na mostra “Onde há fumaça: Arte e Emergência Climática” no Museu do Ipiranga. Início da residência “Cidades Utópicas para um Futuro Ancestral”, combinando IA generativa, práticas pedagógicas e urbanismo tático.

• 2025 – Reconhecimento da Ocupação (se)cura como Ponto de Cultura certificado pelo MinC.

• 2023-25 – Atos artísticos protestos "Simulação de um Levante" por Brumadinho e "Legado da Insurgência" pelo SOS Mata Atlântica, em frente ao Theatro Municipal

 • 2023-25 – Publicações “Reinventar a cidade: ações artísticas para uma cidade (im)possível”, Revista Redobra (UFBA); “Ejercicios colectivos de reinvención de las formas de vivir el espacio público”, plataforma La Escuela (Venezuela). “Águas Insurgentes: Artivismo pós-capitalista”, de Poéticas de las (T)tierras – Rede Sur Brasil-México (2025), articulando arte, territórios e ecologias latino‑americanas.

    •    Convite como parte da delegação da UNFCCC (ONU) para integrar a Zona Azul da COP30, Belém (2025).

 • 2023-26 – Colaboração com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

 

Ao longo de 10 anos, o coletivo realizou +70 ações presenciais, envolveu 4 mil pessoas em oficinas e debates, produziu 8 obras audiovisuais e publicou ensaios em plataformas acadêmicas (UFBA, USP, La Escuela). Suas criações combinam arte, ativismo socioambiental e saberes de base comunitária, propondo utopias praticáveis que tensionam o modelo desenvolvimentista e evidenciam a urgência climática.

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