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Os rios da cidade de São Paulo: do desaparecimento ao interesse contemporâneo | Wellington Tibério

22 de set.
2 min de leitura

Novo artigo de Wellington Tibério investiga o apagamento dos rios paulistanos e o movimento contemporâneo que volta a colocá-los no centro da experiência urbana.



Como uma cidade atravessada por milhares de quilômetros de rios e córregos passou a se imaginar como uma cidade sem rios?


Essa pergunta atravessa o artigo “Os rios da cidade de São Paulo: do desaparecimento ao interesse contemporâneo”, de Wellington Tibério, publicado nos Cadernos de Geociências da Universidade Federal da Bahia, UFBA.


O texto percorre o processo histórico que transformou rios e córregos em canais retificados, galerias subterrâneas e avenidas, relacionando esse apagamento às formas de urbanização, às ideias de progresso e às maneiras pelas quais a cidade passou a controlar e domesticar suas águas.


Ao mesmo tempo, acompanha uma mudança que ganha força nas últimas décadas: pequenos cursos d'água, nascentes e córregos ocultos começam novamente a despertar interesse. Pesquisadores, artistas, ativistas e movimentos urbanos passam a procurar essas águas sob o asfalto, recuperar seus nomes e histórias e produzir outras leituras do território. O artigo identifica aí uma passagem da atenção aos grandes rios, como Tietê e Pinheiros, para aquilo que chama de uma rede hídrica capilar, presente nos bairros e no cotidiano da cidade.


Mais do que recuperar rios esquecidos, essa movimentação coloca em questão a própria cidade que construímos. Procurar um córrego enterrado pode se tornar também uma maneira de estranhar o concreto aparentemente definitivo, reconhecer outras camadas do território e imaginar diferentes formas de pertencimento e vida urbana.


Wellington Tibério

Os rios da cidade de São Paulo: do desaparecimento ao interesse contemporâneo

Cadernos de Geociências, UFBA

v. 21, nº 1, 2026.


Leia o artigo completo. Acessar o artigo nos Cadernos de Geociências da UFBA

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